O Filho da Viúva


11/10/2011


O SIGILO MAÇÔNICO

Irm.: Arthur Aveline, Comp.: M.: - ARLS Dos Obreiros da Arte Real nº 154 – REAA – GLMERGS
Or.: de Porto Alegre - RS

 

A Maçonaria é uma Instituição universal, reservada, parcialmente secreta, de princípios iniciático-filosóficos. Segue uma simbologia e uma ritualística que envolve juramentos sigilosos. Apesar de possuir regulamentos conhecidos, não significa, como defendem alguns setores, que seja uma sociedade “discreta”. O Simbolismo e seus significados são ocultos para o mundo profano, e até mesmo para muitos, e porque não dizer, para a maioria dos Maçons. Seguindo essa ordem de raciocínio, podemos classificar a Maçonaria como uma sociedade Secreta, muito embora se possa encontrar bibliografia maçônica em qualquer livraria ou sebo.

Para uma melhor compreensão do tema, é importante ver o dizem nossas Leis básicas, que são os Landmarks e a Constituição de Anderson.

O 23º Landmark, da compilação de Mackey, refere-se ao sigilo dos mistérios e práticas maçônicas. Este Landmark prescreve a conservação secreta dos conhecimentos havidos pela Iniciação assim como os métodos de trabalho, as Lendas e Tradições, que somente poderão ser comunicadas a outros IIr.:

Nicola Aslan, em sua conhecida obra Landmarks e Outros Problemas Maçônicos, assim comenta este Landmark: “Não é certo que a Maçonaria seja uma sociedade secreta, pois entende-se por sociedade secreta aquela cuja existência é ignorada e cujos membros são desconhecidos. Mas é um Landmark que os segredos da Maçonaria não se devem divulgar.”(grifos nossos). Seguindo esse raciocínio, não poderiam existir sociedades secretas conhecidas, pois suas existências são desconhecidas, assim como seus membros.

Ainda segundo Nicola Aslan, apenas alguns Landmarks podem realmente ser considerados com tal, e entre eles está o trabalho secreto das Lojas e a proibição de divulgação dos Segredos da Maçonaria, o que, por si só empresta à Maçonaria seu caráter secreto.

A Primeira Edição do Livro das Constituições, na parte concernente às regras de conduta que devem ser observadas diante daqueles que não são Maçons, recomenda que “os Maçons devem ser circunspectos em suas palavras e obras, a fim de que os profanos, ainda os mais observadores, não possam descobrir o que não seja oportuno que aprendam.”

Por seu turno, a Declaração de Princípios das Grandes Lojas Brasileiras, em seu art. 6º, aliena ‘a’, exige e considera essencial e indispensável o sigilo absoluto.

Também os Regulamentos Gerais da Ordem consideram infrações maçônicas graves revelar segredos da Ordem (sinais, toques e palavras), a quem estiver impedido de recebê-los, bem como violar juramento prestado, traindo os princípios, dogmas e credos da Ordem. Segundo esses mesmos Regulamentos, comete infração no grau de violação de juramento quem revela, sem autorização, rituais, cerimônias e outros mistérios, protegidos pelo segredo maçônico, ou revela fato ou assunto tratado em Loja, não gravado em Balaústre, ou discute publicamente, no mundo profano, as deliberações da Loja ou atos passados no interior do Templo. A pena para essas infrações pode ser até a exclusão da Ordem, tal a gravidade atribuída à quebra do Sigilo Maçônico. Essas regras são comuns a várias Obediências, em sua essência.

Como se nota, existem inúmeras razões para se classificar a Maçonaria como Sociedade Secreta. A existência de um método de reconhecimento de seus membros além de vários ensinamentos que só se comunicam aos que passaram por um ritual de iniciação — indispensáveis para que se reconheça um Ir.: como Maçom —, atestam esta afirmativa. Esta índole secreta é inerente à Maçonaria desde a sua fundação e está assegurada em seus antigos Landmarks. Se a despojarmos desse caráter secreto, por certo deixaria de ser Maçonaria para ser mais uma entidade ou instituição filantrópica e humanista, mas não Maçonaria, pois lhe faltaria um elemento caracterizador essencial: o sigilo. Todavia, nem tudo na Maçonaria é segredo, uma vez que seus propósitos e finalidades são de domínio público e os Maçons podem exibir sua condição publicamente como tal. Logo, há coisas que se pode revelar a profanos e outras que não se pode revelar. Nem tudo é mistério. Mas isso, não basta para caracterizar a Maçonaria como uma sociedade discreta, pois sua razão de existir, ou seja, seus ensinamentos, são sigilosos e secretos, transmissíveis apenas aos seus iniciados.

É importante referir que a palavra iniciação vem do Latim initiatio, de initiare, e designava, entre os romanos, a admissão nos mistérios de seus ritos secretos e sagrados. Durante a Antigüidade havia duas espécies de Iniciação, denominadas de pequenos e grandes Mistérios. A primeira se referia a uma compilação das ciências ditas elementares e de princípios gerais do Ocultismo. A segunda, a Iniciação dos Grandes Mistérios, abrangia a metafísica das ciências, assim como a prática da Arte Sagrada, ou seja, todo o conjunto das ciências denominadas ocultas.

No Ritual de Iniciação é dito ao profano, pelo Ven.:.: Mestr.:, que toda associação tem leis particulares e todo associado deveres a cumprir. Então o Ven.: determina ao Ir.: Orad.: que exponha ao profano a natureza desses deveres.

Diz então o Ir.: Orad.:

“O primeiro de vossos deveres é o mais absoluto silêncio acerca de tudo quanto ouvirdes e descobrirdes entre nós, bem como de tudo quanto, para o futuro, chegardes a ouvir, ver e saber.”

Esse primeiro dever é exageradamente rigoroso, todavia, a fórmula do juramento que é revelada ao candidato é um pouco mais flexível:

“Juro guardar o mais profundo silêncio sobre todas as provas a que for exposta minha coragem”.

Vemos que aí, o sigilo refere-se às provas, à prática maçônica, e não a tudo o que vier a ver, ouvir e saber.

No Juramento, propriamente dito, o candidato se compromete a nunca revelar os mistérios da Maçonaria que lhe serão confiados, senão em Loja regularmente constituída, nunca os escrever, gravar, traçar, imprimir, ou empregar outros meios, pelos quais possa divulgá-los. E o juramento, por comprometer de forma definitiva aquele que o presta, empresta à Maçonaria seu caráter secreto e sigiloso, sob pena de se cometer perjúrio.

Somente após o candidato prestar o juramento de segredo é são comunicados os segredos do Grau de Apr.: M.:, ou seja os sinais, os toques e as palavras que permitem aos Maçons o reconhecimento entre si.

Não obstante os juramentos iniciáticos, Jules Boucher, autor de importantes obras sobre as ciências secretas, defende a opinião de que os segredos maçônicos devem ser compartilhados com os profanos, pois dessa forma, segundo o citado autor, a Maçonaria passará a ser encarada em sua verdadeira essência. Parece que tal posicionamento na verdade desvirtua a verdadeira essência maçônica, até porque, correríamos o sério risco de reconhecer um profano como Ir.:, já que nossos mistérios e segredos iniciáticos estariam ao alcance de qualquer um, tenha ele boas ou más intenções, em relação ao seu uso. As conseqüências daí resultantes são imprevisíveis.

Acreditamos que o fato de a Maçonaria ter dois aspectos distintos o Exotérico e o Esotérico faz com que as discussões sobre o Sigilo Maçônico não obtenham uma unanimidade, ou pelo menos, uma orientação única.

O aspecto exotérico (jurídico) lhe assegura a qualidade de sociedade civil e trata dos meios de organização da Instituição, seus regulamentos e princípios, que são públicos e de conhecimento geral. Essa característica faz com que certos setores considerem ser nossa Instituição apenas discreta.

Mas a característica mais importante da Maçonaria é o seu aspecto esotérico, que lhe confere seu perfil de associação moral e espiritual, o que vem a ser a verdadeira razão de ser da Instituição Maçônica. Aí estão incluídos seus Ritos, Liturgia, bem como o ensino simbólico e filosófico, que devem, por força do Juramento Iniciático, serem cobertos das indiscrições profanas.

BIBLIOGRAFIA

Constituição e Leis Básicas dos MM.: AA.: LL.: AA.: - GLMERGS – 2ª edição – Porto Alegre – RS, 1999.

Regulamento Geral da GLMERGS – 2ª edição revisada, Porto Alegre – RS, 1999.

Ritual do Grau de Apr.: M.: da GLMERGS, 2ª edição revisada, Porto Alegre – RS, 1998.

BOUCHER, Jules. A Simbólica Maçônica, São Paulo, Ed. Pensamento, 400 p.

ASLAN, Nicola. Landmarks e Outros Problemas Maçônicos, 2ª ed., Rio de Janeiro, 1972, 396 p.

ASLAN, Nicola. Comentários ao Ritual de Aprendiz – Vademécum Iniciático, 1ª ed. da Editora, Londrina – PR, Ed. Maçônica "A Trolha", 1995, 384 p.

CARVALHO, Paulo Sérgio Rodrigues. Mistérios e Misticismos das Iniciações, 1ª ed., Londrina - PR, Ed. Maçônica "A Trolha", 2000, 176 p.

GOMES, Valdir. Igreja Católica e Maçonaria - Verdadeiras Razões da Divergência, 1ª ed., Porto Alegre, RS, RS Editor@, 2000, 161 p.

Escrito por Renivaldo Costa .. às 11h06
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Poema a um irmão maçom

Caro Irmão Maçom


Quero te saudar na simbologia
Do compasso entrelaçado por um esquadro
Fulgurado no centro pela invencível estrela flamejante.
De principio, agradeço ao Grande Arquiteto do Universo
Por ter-nos criado Justos, perfeitos e Iguais.
Somos filhos de uma mesma mãe: fecunda, Generosa, Bondosa.

Viemos, como reis magos do ocidente
E dirigimo-nos para o Oriente em busca de um mestre
Que queira instruir-nos.
Este mestre deve ser sábio para ensinar-nos a ser livres,
Virtuosos, praticante dos bons costumes.

Chegando ao oriente saudaremos e felicitaremos
Nossos irmãos, incumbência a nós confiada e externaremos
Nossa pretensão de vencer nossas paixões.
Alcançando novos progressos na arte real
Colocaremo-nos a disposição de nossos irmãos, para provar
Por nossas iniciações e outras circunstancias conforme nosso
Grau e segundo rigoroso exame que nos for exigido.

E rogo ao G.A.D.U. que continues sendo incansável obreiro
No trabalho pelo bem da humanidade.

Um trip.'. frat.'. abraço

Ir.'. Henrique Jorge (Eremita)
M.'.I.'. - FRC

Escrito por Renivaldo Costa .. às 11h01
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Tolerância

"A tolerância é uma das virtude mais discutidas na Maçonaria. A palavra é bonita e usada com muita freqüência. Entretanto, a sua prática é demasiadamente difícil. Não porque evitamos praticá-la, mas porque é terrivelmente complicada, a demarcação dos seus limites, para sabermos onde ela termina, e onde começa a complacência ou mesmo a conivência. Estabelecer esses limites não é fácil. Em cada caso, em que empregamos a tolerância, devemos analisar uma infinidade de ângulos, nos quais sempre estão em julgamento os procedimentos de Irmãos. Muitas vezes até a mudança de comportamento de um Irmão, nos obriga a usar de maior ou menor tolerância. Daí se nota a existência de uma gradação da tolerância. Como estabelece-se ou situá-la, em determinados problemas. É pôr este motivo, que não se pode colocar em cargos de decisão. Irmãos sem um elevado grau de bom senso e vivência maçônica, pois somente com essas condições, pode o Maçom, estabelecer o grau de tolerância, na gradação citada e adequada a cada caso. O Venerável Mestre ou mesmo o Grão-Mestre, normalmente responsáveis pôr decisões deste tipo, têm o cuidado de estabelecer parâmetros determinantes ou uma espécie de círculo imaginário, em que se circunscreverá a tolerância. Digamos que esses Respeitáveis Irmãos estabeleçam um grande círculo e nele circunscrevam dois círculos menores. No menor estará a tolerância, no médio a complacência e no maior a conivência. O cuidado para não sair do círculo menor, o da tolerância, é uma constante. Isto porque, um descuido na lapidação das informações recebidas, pode dar a idéia de transigência com o erro, a permissão da violação do direito ou a conspurcação da moral. Se, pôr outro lado, mesmo sabendo que o erro foi realmente cometido, que a transgressão dos ensinamentos maçônicos foi verificada, temos que adicionar, como importante ingrediente para a tomada de decisão, os atenuantes inerentes ao faltoso. Como assim? Atenuantes inerentes ao faltoso? Sabemos que o erro é próprio do homem. Determinadas circunstâncias obrigam a pessoa humana, ao deslize do caminho correto. Se um Irmão sempre agiu corretamente e, de um momento para outro, percebe-se um desvio em sua conduta, porque não colocarmos na balança, os dados positivos existentes em seu favor, e que até outro dia era motivo de aplausos. Esse passado bom, representa um fator atenuante de suas faltas. Pelo sentimento de tolerância e porque não dizer de justiça, devemos considerar nesse julgamento, as coisas boas realizadas.

Pela tolerância, também devemos procurar ouvir o Irmão. Saber o que está acontecendo com ele, Quais são os fatos novos em sua vida, que o obrigam a desencarrilhar dos trilhos da virtude. Uns dizem que quando uma pessoa atinge idade avançada, transforma-se em sábio, pelos conhecimentos e vivência obtidos, mas alguns dizem que essas pessoas são simplesmente velhas. No meu conceito, algumas realmente, ficam simplesmente velhas. Isso acontece com pessoas que atingiram a velhice, sem viver a vida, sem adentrar na arena, lutando pôr um ideal, procurando ser útil à coletividade a que pertence. Esses são realmente velhos. Mas aquele idoso que lutou, que não se importou com a possível derrota, que soube levantar-se, que analisou o motivo das quedas, que respeitou os seus adversários, que tirou proveito dos obstáculos encontrados, que compreendeu o procedimento alheio, que defendeu o seu ideal e o seu direito, que não se acovardou diante do perigo, esse não se transformou num simples velho com a idade avançada. Este transformou-se, realmente, num sábio. Na Maçonaria, os velhos são respeitados como sábios. Porque o Maçom é um líder. Na mocidade, eles trabalharam para nos legar esta Ordem, tão tranqüila e promissora. Esses velhos sábios, têm o conceito de tolerância muito nítido dentro de si. Eles sabem aumentar o raio de círculo da tolerância, nas horas em que um Irmão é julgado. Eles viveram o bastante, para se enriquecerem com inúmeros exemplos de comportamento o erro, no extrapolar o círculo da tolerância e algumas vezes, até aceitam uma pequena incursão no círculo da complacência, mas nunca admitem a entrada no círculo da conivência, que seria a degradação moral. Falando nos velhos, lembro-me que certa feita fui visitar uma Loja muito antiga. Lá estavam nas cadeiras do Oriente, quatro velhinhos. Verifiquei, com a minha peculiar observação crítica, que aqueles Irmãos, não faziam corretamente os sinais, cochilavam, conversavam, ficavam muito alheios aos procedimentos ritualísticos. Ao sairmos do Templo, o Irmão que me acompanhava naquela visita comentou: "Você viu aqueles Irmãos do Oriente? Conversavam o tempo todo, alguns dormiam, além do que, faziam tudo errado". Aquilo era um mau exemplo para os Aprendizes e Companheiros que estavam presentes. Achava ele, que o Venerável Mestre exagerava na tolerância, pois devia corrigir aquelas falhas. Outro Irmão pertencente ao Quadro daquela Loja, e que nos acompanhava, respondeu, que um daqueles velhinhos que cochilava, foi o fundador da Loja e Venerável em mais de uma administração. Os outros foram também, verdadeiros baluartes no crescimento da Loja.

Representavam praticamente, a história da Loja. Um deles, tinha cinqüenta anos de Maçonaria. Agora vejam só, a situação do Venerável Mestre.

Poderia ele chamar a atenção daqueles Irmãos? Pedir-lhes que não viessem a Loja, que estavam dispensados? Privar esses Irmãos, que tanto fizeram pela Loja, daquele convívio, que para eles a sua própria razão de viver? É evidente que o Venerável, com todas a sua sabedoria, jamais faria qualquer coisa, que viesse a aborrecer aqueles veneráveis Irmãos.

Os Irmãos Aprendizes e Companheiros, é que deveriam ser instruídos ou informados, da razão porque a Loja aceitava tais comportamentos.(grifo nosso). Hoje nós vemos Irmãos, que querem mudar tudo em Loja, porque tomaram conhecimento através de livros maçônicos sobre os fundamentos de determinadas práticas Maçônicas ou mesmo sobre a simbologia e ritualística. Os Irmãos mais velhos, normalmente reagem a essas mudanças, mesmo ouvindo os fundamentados argumentos. Isso é louvável, porque esse desejo de mudanças nos jovens e o desejo de permanência dos velhos, provoca um equilíbrio, fazendo com que as mudanças, que porventura venham a ser feitas, o sejam de forma racional e aceitas pôr todos, já que a evolução deve existir entre os Maçons, como vemos na simbologia existente na abertura da corda dos oitenta e um nós. Portanto, meus Irmãos, a tolerância é o sentimento que tem o poder de propiciar a recuperação do culpado, conduzindo-o ao caminho do bem, da justiça e do dever."

Extraído do livro "ACONTECEU NA MAÇONARIA" de Alci Bruno Editora A GAZETA MAÇÔNICA - 1ª edição - outubro/1996

Escrito por Renivaldo Costa .. às 11h01
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Versos de Ouro de Pitágoras

PREPARAÇÃO:


1-     Aos Deuses imortais o culto consagrado

2-     Rende; e tua fé conserva.Prestigia

3-     Dos sublimes Heróis a imárcida lembrança

4-     E a memória eteral dos supernos Espíritos.


PURIFICAÇÃO:



5-     Bom filho, reto irmão, terno esposo e bom pai

6-     Sê; para amigo o amigo da virtude

7-     Escolhe, e cede sempre a seus dóceis conselhos;

8-     Segue de sua vida os trâmites serenos;

9-     Sê sincero e bondoso, e não o deixes nunca

10- Se possível te for:pois uma lei severa

11- Agrilhoa o poder junto à necessidade.

12- Está em tuas mãos combater e vencer

13- Tuas loucas paixões; aprende a domina-las.

14- Sê sóbrio, ativo e casto; as cóleras evita.

15- Em público, ou só, não te permitas nunca

16- O mal;e mais que tudo a ti mesmo respeita-te.

17- Pensa antes de falar, pensa antes de agir.

18- Sê justo.Rememora:um poder invencível

19- Ordena de morrer: e os bens e as honrarias,

20- Fáceis de adquirir, são fáceis de perder.

21- Quando aos males fatais que o Destino acarreta,

22- Julga-os pelo que são:suporta-os, procura,

23- Quão possível te seja, o rigor abrandar-lhes:

24- Os Deuses, aos mais cruéis não entregam os sábios.

25- Como a verdade, o erro adoradores conta.

26- O filosofo aprova, ou adverte com calma,

27- E, se o erro triunfa, ele se afasta, o espera.

28- Ouve e no coração grava as minhas palavras,

29- Fecha os olhos e o ouvido a toda prevenção;

30- Teme o exemplo de um outro, e pensa por ti mesmo:

31- Consulta, delibera e escolhe livremente.

32- Deixa aos loucos o agir sem um fim e sem causa:

33- Tu deves contemplar no presente o futuro.

34- Não pretendas fazer aquilo que não saibas.

35- Aprende: tudo cedo à constância e ao tempo.

36- Cuida em tua saúde: e ministra com método

37- Alimentos ao corpo e repouso ao espírito.

38- Pouco ou muito cuidar evita sempre; o zelo

39- Igualmente se prende a um e a outro excesso.

40- Têm o luxo e a avareza defeitos semelhantes

41- Deves buscar em tudo o meio justo e bom.


PERFEIÇÃO:


42- Que se não passe um dia, amigo, sem buscares

43- Saber:que fiz eu hoje?E, hoje,que olvidei?

44- Se foi o mal, abstém-te; e, se o bem, persevera.

45- Meus conselhos medita;e os estima;e os pratica;

46- E te conduzirão às divinas virtudes.

47- Por esse que gravou em nossos corações

48- A Tétrade sagrada, imenso e puro símbolo,

49- Fonte da natureza, e modelo dos Deuses,

50- Juro.Antes,porém,que a tua alma,fiel

51- A seu dever,invoque, e com fervor, os Deuses,

52- Cujo socorro imenso e valioso e forte

53- Te fará concluir as obras começadas.

54- Segue-lhes o ensino, e não te iludirás:

55- Dos seres sondarás a mais estranha essência;

56- Conhecerás de tudo o princípio e o termo.

57- E, se o céu permitir, saberás que a Natura,

58- Em tudo semelhante, é a mesma em toda parte;

59- Conhecedor assim de todos teus direitos,

60- Terás o coração livre de vãos desejos.

61- E saberás que o mal que os homens cilicia,

62- De seu querer é fruto; e que esses infelizes

63- Procuram longe os bens cuja fonte em si trazem.

64- Seres que saibam ser ditosos, são mui raros.

65- Joguetes das paixões, oscilando nas vagas.

66- Rolam, cegos, num mar sem bordas e sem termo.

67- Sem poder resistir nem ceder à tormenta.

68- Salvai-os grande Zeus, abrindo-lhes os olhos!

69- Mas, não: aos homens cabe, - eles, raça divina,

70- O erro discernir, e saber a Verdade.

71- A natureza os serve. E tu que a penetraste,

72- Homem sábio e ditoso, a paz seja contigo!

73- Observa minhas leis, abstêm-se das coisas

74- Que tua alma receie, em distinguido-as bem;

75- Sobre teu corpo reine e brilhe a Inteligência

76- Para que, te ascendendo ao Elter fulgurante

77- Mesmo entre os Imorais consigas ser um Deus!

Escrito por Renivaldo Costa .. às 11h00
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1- O que é a Maçonaria?

A Maçonaria é uma instituição essencialmente filosófica, filantrópica, educativa e progressista.

2- Porque é Filosófica?

É Filosófica porque em seus atos e cerimônias ela trata da essência, propriedades e efeitos das causas naturais.

Investiga as leis da natureza e relaciona as primeiras bases da moral e da ética pura.

3- Porque é Filantrópica ?

É filantrópica porque não esta constituída para obter lucro pessoal de nenhuma classe, senão, pelo contrário, suas

arrecadações e seus recursos se destinam ao bem estar do gênero humano, sem distinção de nacionalidade, sexo,

religião ou raça. Procura conseguir a felicidade dos homens por meio da elevação espiritual e pela tranqüilidade da

consciência.

4- Porque é Progressista ?

É progressista porque partindo do princípio da imortalidade e da crença em um princípio criador regular e infinito,

não se aferra a dogmas, prevenções ou superstições. E não põe nenhum obstáculo ao esforço dos seres humanos

na busca da verdade, nem reconhece outro limite nessa busca senão a da razão com base na ciência.

5- Quais são os seus princípios ?

A liberdade dos indivíduos e dos grupos humanos, sejam eles instituições, raças, nações; a igualdade de direitos e

obrigações dos seres e grupos sem distinguir a religião, raça ou nacionalidade; a fraternidade de todos os homens,

já que somos todos filhos do mesmo CRIADOR e, portanto, humanos e como conseqüência, a fraternidade entre

todas as nações.

6- Qual é o lema ?

Ciência – Justiça – Trabalho. – Ciência, para esclarecer os espíritos e elevá-los; Justiça, para equilibrar e enaltecer

as relações humanas; Trabalho por meio do qual os homens se dignificam e se tornam independentes

economicamente. Em uma palavra, a Maçonaria trabalha para o melhoramento intelectual, moral e social da

humanidade.

7- Qual é o seu objetivo ?

Seu objetivo é a investigação da verdade, o exame da moral e prática das virtudes.

8- O que entende a Maçonaria por moral ?

Moral é para a Maçonaria uma ciência com base no entendimento humano. É a lei natural e universal que rege

todos os seres racionais e livres. É a demonstração científica da consciência. E essa maravilhosa ciência nos ensina

nossos deveres e a razão do uso dos nossos direitos. Ao penetrar a moral no mais profundo da nossa alma

sentimos o triunfo da verdade e da justiça.

9- O que entende a Maçonaria por virtude ?

A Maçonaria entende que virtude é a força de fazer o bem em seu mais amplo sentido; é o cumprimento de nossos

deveres para com a sociedade e para com a nossa família sem interesse pessoal. Em resumo: a virtude não

retrocede nem ante ao sacrifício e nem mesmo ante a morte, quando se trata do cumprimento do dever.

10- O que entende a Maçonaria por dever ?

A Maçonaria entende por dever o respeito e os direitos dos indivíduos e da sociedade. Porém não basta respeitar

a propriedade apenas, mas, também devemos proteger e servir os nossos semelhantes. A Maçonaria resume o

dever do homem assim: "Respeito a Deus, amor ao próximo e dedicação à família". Em verdade, essa é a maior

síntese da fraternidade universal.

11- A Maçonaria é religiosa ?

Sim, é religiosa, porque reconhece a existência de Deus como um único princípio criador, regulador, absoluto,

supremo e infinito ao qual, internamente, se dá o nome de GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO, porque é

uma entidade espiritualista em contraposição ao predomínio do materialismo. Estes fatores que são essenciais e

indispensáveis para a interpretação verdadeiramente religiosa do UNIVERSO, formam a base de sustentação e as

grandes diretrizes de toda ideologia e atividade maçônica.

12- A Maçonaria é uma religião ?

Não. A Maçonaria não é uma religião. É uma sociedade que tem por objetivo unir os homens entre si. União

recíproca, no sentido mais amplo e elevado do termo. E esse seu esforço de união dos homens, admite em seu

seio as pessoas de todos os credos religiosos sem nenhuma distinção.

13- Para ser Maçom é necessário renunciar a religião a qual se pertence ?

Não, porque a Maçonaria abriga em seu seio homens de qualquer religião, desde que acreditem em um só Criador,

o Grande Arquiteto do Universo, que é Deus. Geralmente existe essa crença entre os católicos, mas, ilustres

prelados tem pertencido à Ordem Maçônica; entre outros, o Cura Hidalgo, Paladino da Liberdade Mexicana; o

Padre Calvo, fundador da Maçonaria na América Central; o Arcebispo da Venezuela, Don Ramon Ignácio

Mendez, Padre Diogo Antônio Feijó; Cônegos Luiz Vieira, José da Silva de Oliveira Rolin, da Inconfidência

Mineira, Frei Miguelino, Frei Caneca e muitos outros.

14- Quais outros homens ilustres que foram Maçons ?

Filósofos como Goethe e Lessing; Músicos como Mozart; Militares como Frederico o Grande, e Garibaldi;

Poetas como Byron, Lamartine e Hugo; Escritores como Castellar, Mazzini e Espling.

15- Somente na Europa houve Maçons ilustres ?

Não. Também na América houve. Os libertadores da América foram todos maçons. Washington nos Estados

Unidos; Miranda o Padre da Liberdade sul-americana; San Martin e O’Higgins, na Argentina; Bolívar no Norte

da América do Sul; Marti em Cuba; Benito Juarez no México e o Imperador D. Pedro I no Brasil.

16- Quais os nomes de destaque no Brasil que foram Maçons ?

D. Pedro I, José Bonifácio, Gonçalves Lêdo, Luís Alves de Lima e Silva (Duque de Caxias), Deodoro da Fonseca,

Floriano Peixoto, Prudente de Morais, Campos Salles, Rodrigues Alves, Nilo Peçanha, Hermes da Fonseca,

Wenceslau Braz, Washington Luiz, Rui Barbosa e muitos outros.

17- Então, a Maçonaria é tolerante ?

A Maçonaria é eminentemente tolerante e exige dos seus membros a mais ampla tolerância. Respeita as opiniões

políticas e crenças religiosas de todos os homens, reconhecendo que todas as religiões e ideais políticos são

igualmente respeitáveis e rechaça toda pretensão de outorgar situações de privilégio a qualquer uma delas em

particular.

18- O que a Maçonaria combate ?

A ignorância, a superstição, o fanatismo. O orgulho, a intemperança, o vício, a discórdia, a dominação e os

privilégios.

19- A Maçonaria é uma sociedade secreta ?

Não, pela simples razão de que sua existência é amplamente conhecida. As autoridades de vários países lhe

concedem personalidade jurídica. Seus fins são amplamente difundidos em dicionários, enciclopédias, livros de

histórias, etc. O único segredo que existe e não se conhece senão por meio de ingresso na instituição são os meios

para se reconhecer os maçons entre si, em qualquer parte do mundo e o modo de interpretar seus símbolos e os

ensinamentos neles contidos.

20- Quais as principais obras da Maçonaria no Brasil ?

A Independência, a Abolição e a República. Isto para citar somente os três maiores feitos da nossa história, em que

maçons tomaram parte ativa.

21- Quais as condições indispensáveis para poder pertencer à Maçonaria ?

Crer na existência de um princípio Criador; ser homem livre e de bons costumes; ser consciente se seus deveres

para com a Pátria, seus semelhantes e consigo mesmo; ter uma profissão ou ofício lícito e honrado que lhe permita

prover as suas necessidades pessoais e de sua família e a sustentação das obras da Instituição.

22- O que se exige dos Maçons ?

Em princípio, tudo aquilo que se exige ao ingresso em qualquer outra instituição: respeito aos seus estatutos regulam

entos e acatamento às resoluções da maioria, tomadas de acordo com os princípios que as regem; amor a Pátria;

respeito aos governos legalmente constituídos; acatamento às leis do país em que viva, etc. E em particular: a

guarda do sigilo dos rituais maçônicos; conduta correta e digna dentro e fora da Maçonaria; a dedicação de parte

do seu tempo para assistir às reuniões maçônicas; à pratica da moral, da igualdade e da solidariedade humana e da

justiça em toda a sua plenitude. Ademais, se proíbe terminantemente dentro da instituição, as discussões políticas

e religiosas, porque [prefere uma ampla base de entendimento entre os homens afim de evitar que sejam divididos

por pequenas questões da vida civil.

23- O que é um Templo Maçônico ?

É um lugar onde se reúnem os maçons periodicamente para praticar as cerimônias ritualísticas que lhe são permitida

s, em um ambiente fraternal e propício para concentra sua atenção e esforços para melhorar seu caráter, sua vida

espiritual e desenvolver seu sentimento de responsabilidade, fazendo-lhes meditar tranqüilamente sobre a missão

do homem na vida , recordando-lhes constantemente os valores eternos cujo cultivo lhes possibilitará acercar-se

da verdade.

24- O que se obtém sendo Maçom ?

A possibilidade de aperfeiçoar-se, de instruir-se, de disciplinar-se, de conviver com pessoas que, por suas palavras

, por suas obras, podem constituir-se em exemplos; encontrar afetos fraternais em qualquer lugar em que se esteja

dentro ou fora do país. Finalmente, a enorme satisfação de haver contribuído mesmo em pequena parcela, para a

obra moral e grandiosa levada a efeito pelo homens. A Maçonaria não considera possível o progresso senão na

base de respeito à personalidade, à justiça social e a mais estreita solidariedade entre os homens. Ostenta o seu

lema "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" com a abstenção das bandeiras políticas e religiosas. O segredo

maçônico, que de má fé e caluniosamente tem se servido os seus inimigos para fazê-la suspeita entre os espíritos

cândidos ou em decadência, não é um dogma senão um procedimento, uma garantia, uma defesa necessária e

legítima, porém como inevitavelmente tem sucedido com todo direito e seu dever corretivo, o preceito das reservas

maçônicas já tem experimentado sua evolução nos tempos e segundo os países. A Maçonaria não tem preconceito

de poderes, e nem admite em seu seio, pessoa que não tenha um mínimo de cultura que lhe permita praticar os

seus sentimentos e tenham uma profissão ou renda com que possa atender às necessidades dos seus familiares,

fazer face às despesas da sociedade e socorros aos necessitados.

Escrito por Renivaldo Costa .. às 11h00
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Você é capaz?

Observe atentamente a imagem abaixo.
É óbvio que não é difícil para quase ninguém identifica-la como um símbolo maçônico ou um conjunto de símbolos. Até aqui tudo bem. No entanto, a curiosidade ainda esta por vir.
Este adorno é feito em alvenaria e está afixado em uma construção histórica datada de 1896.
Você é capaz de dizer onde e em que tipo de edificação esses símbolos da Ordem estão estampados?


Símbolos maçonicos em construção histórica - esquadro, compasso, regua e acacia

Dê seu palpite! Em uma postagem futura apresentarei a foto inteira e mais algumas. Acho que a maioria se surpreenderá.

Escrito por Renivaldo Costa .. às 10h58
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Sindicato de Pedreiro

O nome maçonaria, ou franco-maçonaria, deriva do termo francês franc-maçonnerie, “pedreiros livres” ou do Latim "Sculptores Lapidum Liberorum". Sua origem é localizada nas corporações de ofício dos pedreiros da Idade Média, no final do século XIV. Naquela época, não havia escolas capazes de ensinar as técnicas da construção em pedra, utilizadas principalmente em catedrais. Somente nas corporações, também chamadas guildas, aprendizes e mestres dividiam a ciência do talhe e se reuniam após o expediente para discutir o andamento das obras e defender sua profissão, como em um sindicato. Levavam às reuniões os instrumentos de trabalho, utilizados na composição dos projetos arquitetônicos (esquadro e compasso) ou na atividade braçal (avental, malho e cinzel). Assim surgia a “maçonaria operativa”, preocupada com coisas práticas e restritas ao ofício. Alguns estudiosos afirmam que a sociedade iniciática é muito mais antiga, já que símbolos utilizados em rituais maçônicos foram encontrados em túmulos e pirâmides egípcias há sete mil anos.

Somente após o Renascimento, com a fundação das primeiras universidades européias, as reuniões maçônicas tornaram-se mais refinadas, admitindo discussões filosóficas e literárias. Os primeiros arquitetos e engenheiros a deixar as salas de aula encontravam um mercado de trabalho com todas as portas fechadas. As guildas formavam uma espécie de cartel, impedindo que profissionais de fora conseguissem emprego. De tanto insistir, os acadêmicos foram aceitos paulatinamente na maçonaria e levaram sua erudição aos encontros. Desde então, a ordem propõe trabalhos fraternos e coletivos para assegurar a evolução espiritual dos seres humanos. Recebe o nome de “maçonaria especulativa ou filosófica”. Os homens passam, a Ordem permanece.

A maçonaria nunca ficou alheia aos processos de mudanças que aconteceram e marcaram as eras ou fases vivenciadas neste mundo. Neste momento estamos atravessando uma grande mudança na humanidade, uma Globalização total, uma abertura que está exigindo um grande desenvolvimento cultural e mudanças comportamentais. Instituições seculares como, por exemplo, a Igreja Católica e a Maçonaria estão sendo questionadas pela Sociedade do seu real papel no Terceiro Milênio e deverão adequar-se a um novo comportamento. Devemos responder aos anseios da sociedade contemporânea para adquirirmos o direito de coexistir em harmonia. Assim, acreditamos que chegou o momento de uma reformulação e atualização, não da filosofia, dos ritos ou de rituais, mas sim da nossa missão na melhoria da vida sócio-econômica-cultural do ser humano a nível mundial. Devemos resgatar nossas origens históricas, na sua essência mais pura, para redirecionarmos nossos conceitos de participação no contexto social...

O Estado Maçônico deve ser constituído e aberto a participação do seu povo. A Ordem Política Ideal é o Estado, a sociedade e o homem justo e perfeito. Esta foi a bandeira maçônica no Iluminismo, datado do século XVII. Montesquieu na divisão dos Poderes - Executivo, Legislativo e Judiciário - secionou o absolutismo (o poder total), fragmentando-o na presunção de enfraquecê-lo. A Ideologia em maçônica – é o padrão político que induz visões normativas à vida política. No III Milênio deverá ser recriado o Estado Maçônico Democrático. O principio da democracia é o livre arbítrio e a constante mudança de forças no poder. Devemos ter um aspecto REVOLUCIONÁRIO de ideologias maçônicas para criar a SOCIEDADE MAÇÔNICA DEMOCRÁTICA. A independência dos Poderes constituídos, criando a Assembléia Legislativa, nos moldes já empregados, com sucesso, por várias Potencias no Mundo, além de também manter um Poder Judiciário em todas as suas particularidades e independência. O Estado Maçônico é um serviço, um instrumento, e um meio para alcançar o Pleno Maçônico. A parte está no todo e o todo está na parte - o MAÇOM.


 

 

Ir. Heinz Roland JAKOBI, médico e escritor, M.I., 33° R.E.A.A., Past-Grão Mestre Adjunto, Acadêmico da Academia de Letras de Rondônia ACLER, da Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias, da Academia Pan-americana Maçônica e da Academia Maçônica de Letras de Rondônia AMLER.

Escrito por Renivaldo Costa .. às 10h58
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“AS VIBRAÇÕES DA MATÉRIA”

As Ciências Físicas definem o som como “o movimento vibratório da matéria” e sua propagação no ar ocorre, em ondas, na velocidade de 344 m/s. Nos instrumentos como violão, violino, contrabaixo, harpa, berimbau e outros que funcionam com cordas esticadas, quando tangemos alguma delas produzimos um movimento vibratório que aciona as moléculas do ar, ao seu redor, gerando um efeito sonoro.
Este som produzido pela vibração da corda é de baixa intensidade, mas como se propaga em todas as direções, parte dele encontra uma barreira no corpo do instrumento, que chamamos de “caixa de ressonância”, onde ocorre a amplificação do som tornando-o adequadamente perceptível aos ouvidos humanos.
As cordas, quando vibradas, sucessivamente, produzem sons que formam a linha melódica e quando várias delas são vibradas simultaneamente, produzem os acordes que constituem a base da harmonia musical.
Quando juntamos vários instrumentos, em uma orquestra, para a execução de uma peça musical, todos esses fenômenos físicos estão acontecendo e o conjunto das vibrações sonoras produzidas, a sinfonia, é propagada pelo espaço viajando indefinidamente.
Este mesmo fenômeno, comprovado cientificamente, ocorre com as ondas eletromagnéticas produzidas pelo radar, rádio ou pela televisão, que se propagam indefinidamente pelo espaço, à velocidade da luz, podendo ser captadas vários anos depois de sua transmissão.
Da mesma forma, os nossos pensamentos, sob o ponto de vista científico, produzem igual fenômeno vibratório no éter se propagando indefinidamente pelo Universo, o que ensejou experiências científicas para utilização do poder da mente na obtenção de efeitos físicos, principalmente a longas distâncias. Rússia, Estados Unidos e outros países desenvolvem avançados projetos nessa área, sobretudo na espionagem militar e industrial.
Cientificamente, o pensamento é considerado um tipo de energia vibratória e, assim, podemos entender que cada um de nós é um gerador de energia e que as vibrações decorrentes dos nossos pensamentos se propagam pelo Universo produzindo efeitos que podem acontecer aqui e agora, bem perto de nós ou, futuramente, num tempo bem distante.
Mais importante é avaliarmos os efeitos dos nossos pensamentos, pois a energia vibratória gerada por eles será potencializada pelos sentimentos que nos estiverem acompanhando e, principalmente, pelas palavras que emitirmos em decorrência disso, pois, nesse caso, estaremos, também, além de gerando energia mental e emocional, produzindo vibrações sonoras que se propagarão tal e qual no caso dos instrumentos e, sem dúvida alguma, em determinado instante, elas estarão encontrando alguma “caixa de ressonância”, aonde irão se manifestar ou se materializar.
Tais “caixas de ressonância” poderão estar aqui perto de nós ou, alhures, em qualquer parte do espaço e do tempo, no Universo, ou estar em nós mesmos, os próprios emissores da energia, captando-as por reflexão.
Dependendo do tipo e da intensidade desse conjunto de fatores; pensamento + sentimento + palavra + ação, estaremos gerando vibrações construtivas ou destrutivas o que vai depender unicamente, do nosso livre-arbítrio e pelas quais seremos os únicos responsáveis, ganhando os créditos ou os débitos que, por isso, mereçamos.
Para entendermos melhor nosso raciocínio, busquemos auxílio nos ensinamentos do Novo Testamento onde encontraremos, dentre outras, as seguintes orientações esclarecedoras: Mat. 12:35 – “Porque por tuas palavras serás justificado e por tuas palavras serás condenado”. Ainda em Mat. 15:11 – “O que contamina o homem não é o que lhe entra pela boca, mas sim o que dela sai. Isso é o que contamina o homem”. Finalmente, em Pr. 18:21 – “Morte e vida estão no poder da língua e quem a ama comerá seus frutos”.
Todas essas afirmações exaltam a prevalência da Lei Universal da Causa e Efeito, pela qual o pagamento é o efeito e a causa, as vibrações negativas geradas pelo homem, através dos seus pensamentos, sentimentos palavras e ações. A isso, chamamos de Carma Individual.
As vibrações do pensamento individual se somam, formando o pensamento coletivo, criador do Carma da Humanidade, cuja responsabilidade será devidamente dividida. É sempre o Carma da Humanidade, a causa que determina o grande efeito, ou seja, o final de uma Era e a devida separação; o joio para um lado e o trigo para o outro...
Assim, é importante para nós mesmos, prestarmos um pouco de atenção na tônica dos pensamentos que predominam em nosso dia-a-dia e, que tipo de emoções e verbalizações, a partir deles projetamos através das nossas palavras, pois como diz o versículo, cada qual será responsabilizado por tudo aquilo que disser de errado, que possa causar malefícios aqui na Terra ou em qualquer parte do Universo.
É nesse sentido que devemos entender a razão do “silêncio” estar sendo elevado à realeza, quando lemos nos nossos rituais: “Reina silêncio na Col:. ...”
Quando tivermos maior proximidade com o que significa “O Poder da Palavra”, iremos penetrar em um dos mais preciosos escaninhos da Sabedoria que através dos tempos os IIrm:. da Loja Branca procuram nos ensinar.
Não é por outra razão que, assim como em nossas Lojas, em todas as religiões conhecidas, o silêncio recebe idêntico tratamento...

O Aprendiz:.

Escrito por Renivaldo Costa .. às 10h57
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Texto de Fernando Pessoa sobre a Maçônaria !

Este é um trecho do artigo que Fernando Pessoa publicou no Diário de Lisboa, no 4.388 de 4 de fevereiro de 1935, contra o projeto de lei, do deputado José Cabral, proibindo o funcionamento das associações secretas, sejam quais forem os seus fins e organização.

A Maçonaria compõe-se de três elementos: o elemento iniciático, pelo qual é secreta; o elemento fraternal; e o elemento a que chamarei humano – isto é, o que resulta de ela ser composta por diversas espécies de homens, de diferentes graus de inteligência e cultura, e o que resulta de ela existir em muitos países, sujeita portanto a diversas circunstâncias de meio e de momento histórico, perante as quais, de país para país e de época para época reage, quanto à atitude social, diferentemente.

Nos primeiros dois elementos, onde reside essencialmente o espírito maçônico, a Ordem é a mesma sempre e em todo o mundo. No terceiro, a Maçonaria – como aliás qualquer instituição humana, secreta ou não – apresenta diferentes aspectos, conforme a mentalidade de Maçons individuais, e conforme circunstâncias de meio e momento histórico, de que ela não tem culpa.

Neste terceiro ponto de vista, toda a Maçonaria gira, porém, em torno de uma só idéia – a "tolerância"; isto é, o não impor a alguém dogma nenhum, deixando-o pensar como entender. Por isso a Maçonaria não tem uma doutrina. Tudo quanto se chama "doutrina maçônica" são opiniões individuais de Maçons, quer sobre a Ordem em si mesma, quer sobre as suas relações com o mundo profano. São divertidíssimas: vão desde o panteísmo naturalista de Oswald Wirth até ao misticismo cristão de Arthur Edward Waite, ambos tentando converter em doutrina o espírito da Ordem. As suas afirmações, porém, são simplesmente suas; a Maçonaria nada tem com elas. Ora o primeiro erro dos Antimaçons consiste em tentar definir o espírito maçônico em geral pelas afirmações de Maçons particulares, escolhidas ordinariamente com grande má fé.

O segundo erro dos Antimaçons consiste em não querer ver que a Maçonaria, unida espiritualmente, está materialmente dividida, como já expliquei. A sua ação social varia de país para país, de momento histórico para momento histórico, em função das circunstâncias do meio e da época, que afetam a Maçonaria como afetam toda a gente. A sua ação social varia, dentro do mesmo país, de Obediência para Obediência, onde houver mais que uma, em virtude de divergências doutrinárias – as que provocaram a formação dessas Obediências distintas, pois, a haver entre elas acordo em tudo, estariam unidas. Segue daqui que nenhum ato político ocasional de nenhuma Obediência pode ser levado à conta da Maçonaria em geral, ou até dessa Obediência particular, pois pode provir, como em geral provém, de circunstâncias políticas de momento, que a Maçonaria não criou.

Resulta de tudo isto que todas as campanhas antimaçônicas – baseadas nesta dupla confusão do particular com o geral e do ocasional com o permanente – estão absolutamente erradas, e que nada até hoje se provou em desabono da Maçonaria. Por esse critério – o de avaliar uma instituição pelos seus atos ocasionais porventura infelizes, ou um homem por seus lapsos ou erros ocasionais – que haveria neste mundo senão abominação? Quer o Sr. José Cabral que se avaliem os papas por Rodrigo Bórgia, assassino e incestuoso? Quer que se considere a Igreja de Roma perfeitamente definida em seu íntimo espírito pelas torturas dos Inquisidores (provenientes de um uso profano do tempo) ou pelos massacres dos albigenses e dos piemonteses? E contudo com muito mais razão se o poderia fazer, pois essas crueldades foram feitas com ordem ou com consentimento dos papas, obrigando assim, espiritualmente, a Igreja inteira.

Sejamos, ao menos, justos. Se debitamos à Maçonaria em geral todos aqueles casos particulares, ponhamos-lhe a crédito, em contrapartida, os benefícios que dela temos recebido em iguais condições. Beijem-lhe os jesuítas as mãos, por lhes ter sido dado acolhimento e liberdade na Prússia, no século dezoito – quando expulsos de toda a parte, os repudiava o próprio Papa – pelo Maçom Frederico II. Agradeçamos-lhe a vitória de Waterloo, pois que Wellinton e Blucher eram ambos Maçons. Sejamos-lhe gratos por ter sido ela quem criou a base onde veio a assentar a futura vitória dos Aliados – a "Entente Cordiale", obra do Maçom Eduardo VII. Nem esqueçamos, finalmente, que devemos à Maçonaria a maior obra da literatura moderna – o "Fausto" do Maçom Goeth.

Acabei de vez. Deixe o Sr. José Cabral a Maçonaria aos Maçons e aos que, embora o não sejam, viram, ainda que noutro Templo, a mesma Luz. Deixe a Antimaçonaria àqueles Antimaçons que são os legítimos descendentes intelectuais do célebre pregador que descobriu que Herodes e Pilatos eram Vigilantes de uma Loja de Jerusalém.

Fernando Pessoa

Escrito por Renivaldo Costa .. às 10h56
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15/04/2011


O Que é Maçonaria?
A Maçonaria é uma sociedade discreta, na qual homens livres e de bons costumes, denominando-se mutuamente de irmãos, cultuam a Liberdade, a Fraternidade e a Igualdade entre os homens. Seus princípios são a Tolerância, a Filantropia e a Justiça. Seu caráter secreto deveu-se a perseguições, à intolerância e à falta de liberdade demonstrada pelos regimes reinantes da época. Hoje, com os ventos democráticos, os Maçons preferem manter-se dentro de uma discreta situação, espalhando-se por todos os países do mundo.

Sendo uma sociedade iniciática, seus membros são aceitos por convite expresso e integrados à irmandade universal por uma cerimônia denominada "iniciação".


Essa forma de ingresso repete-se, através dos séculos, inalterada e possui um belíssimo conteúdo, que obriga o iniciando a meditar profundamente sobre os princípios filosóficos que sempre inquietaram a humanidade.

O neófito ingressa na Ordem no grau de Aprendiz. Ao receber instruções e ensinamentos, galga ao grau de Companheiro e após período de estudos, chega ao grau máximo do Simbolismo, ou seja, o Grau de Mestre Maçom.

Os Maçons reúnem-se em um local ao qual denominam de Loja, e dentro dela praticam seus rituais. Estes são dirigidos por um Mestre Maçom experimentado, conhecido por Venerável Mestre. Suas cerimônias são sempre realizadas em honra e homenagem a Deus, ao qual denominam de Grande Arquiteto do Universo, (G.'. A.'. D.'. U.'.). Seus ensinamentos são transmitidos através de símbolos dando assim um conhecimento hermenêutico profundo e adequado ao nível intelectual de cada indivíduo.

Os símbolos são retirados das primeiras organizações Maçônicas, dos antigos mestres construtores de catedrais. "Maçom" em francês significa pedreiro. Devido a esse fato encontramos réguas, compassos, esquadros, prumos, cinzéis e outros artefatos de uso da Arte Real, ou seja, instrumentos usados pelos mestres construtores de catedrais e castelos, que são utilizados para transmitir ensinamentos.

Por possuir um conhecimento eclético, a Maçonaria busca nas mais diversas vertentes suas verdades e experiências, dando um caráter universal a sua doutrina.

A Maçonaria não é uma religião, pois o objetivo fundamental de toda sociedade religiosa é o culto à divindade.

Cada Loja possui independência em relação às outras Lojas da jurisdição, mas estão ligadas a uma Grande Loja ou Grande Oriente, sendo estes soberanos. Cada Grande Loja ou Grande Oriente denomina-se de "potência". Essa é uma divisão puramente administrativa, pois as regras, normas e leis máximas, denominadas "Landmarks", são comuns a todos os Maçons. Um dos Landmarks básicos da Ordem é que o homem, para ser aceito, deve acreditar em um princípio criador, independente de sua religião.

Seus integrantes professam as mais diversas religiões. Como no Brasil a grande maioria dos brasileiros são cristãos, adota-se a Bíblia como livro da lei. Em outra nação, o livro que ocupa o lugar de destaque no Templo poderá ser o Alcorão, o Torá, o livro de Maomé, os Vedas, etc, de acordo com a religião de seus membros. No preâmbulo da primeira Constituição editada pela Grande Loja, ficam registrados de forma clara os princípios em que se baseia a Ordem:

"a Maçonaria proclama, como sempre proclamou desde sua origem, a existência de um Princípio Criador, sob a denominação de Grande Arquiteto do Universo; a Maçonaria não impõe nenhum limite à livre investigação da Verdade, e é para garantir a todos essa liberdade que ela de todos exige tolerância; a Maçonaria é, portanto, acessível aos homens de todas as raças e de todas as crenças religiosas e políticas; a Maçonaria proíbe em suas Oficinas toda discussão sobre matéria partidária, política ou religiosa, recebe os homens quaisquer que sejam as suas opiniões políticas ou religiosas, humildes, embora, mas livres e de bons costumes; a Maçonaria tem por fim combater a ignorância em todas as suas manifestações; é uma escola mútua que impõe este programma: obedecer às leis do País, viver segundo os ditames da honra, praticar a justiça, amar o próximo, trabalhar incessantemente pela felicidade do gênero humano e para conseguir a sua emancipação progressiva e pacífica."

fonte: www.gob.org.br (20/09/2005)

Escrito por Renivaldo Costa .. às 10h02
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Humor (piadas)
O SOTAQUE DO IRMÃO LIBANÊS
O irmão Muhamad foi escolhido para Mestre de Cerimônias. Sua atuação foi curtíssima, talvez uns dois minutos. A loja estava lotada, pronta para começar os trabalhos de uma Sessão Magna de Iniciação.

Muhamad tomou o bastão, foi para entre colunas, estufou o peito e proclamou:


_"Venerável Mestre, a Augusta e
Resbeitável Loja Bartidários da Esberança acha-se combosta e aguarda vossas ordens!"



QUE ESTRANHA SAUDAÇÃO!

O irmão Valter, que sucedeu a Muhamad, teve mais sorte. Exerceu o Mestrado de Cerimônias por quase uma sessão inteira. Ele tinha um horrível cacoete: piscava ambos os olhos, várias vezes seguidas e com bastante força. Era um excelente ritualista e deu um "show" na prática.

Após transcorridos todos os procedimentos, Valter levou os neófitos para a Sala dos PP.'. PP.'. para os recompor e ministrar-lhes os ensinamentos de como adentrar ao Templo.


Aberta a porta, os três novos Aprendizes marcharam corretamente, saudaram ritualisticamente e as Luzes receberam piscadelas de montão, de todos eles.




O ENGANO

Após a sessão de iniciação do irmão Manoel, o ágape estava tão festivo que durou até bem tarde da noite. Por isso, Neco, assim apelidado por sua esposa, quando chegou em casa o relógio marcava duas horas da madrugada.

Numa espécie de código, quando Neco queria dormir até mais tarde, deixava um bilhete para a sua querida Solange.


E foi o que fez antes de ir se deitar.


Colocou-o no criado-mudo, junto com o embrulho que deviria conter um par de luvas, que o Venerável Mestre lhe entregara, com a recomendação de que deveria oferecer àquela que mais estima.


Aconteceu, entretanto, que o irmão Arquiteto, encarregado de adquirir todos os itens para a sessão, foi às pressas para o bazar de armarinhos, e a moça encarregada do pacote confundiu-se, e entregou um embrulho contendo uma calcinha, ao invés de um par de luvas.


O pacote estava tão bonitinho que ninguém ousou abri-lo.


E assim estava escrito o bilhete do Neco:


"Querida Solange: Passei por um cerimonial maravilhoso. Todos os irmãos são muito legais. Até pediram que lhe entregasse este presente. Eles sabem que você, assim como a maioria das mulheres, não tem mais o costume de usar, mas é um hábito antigo de assim presentear. Se não for do seu tamanho, não liga não. Será ainda melhor: os dedos ficarão mais à vontade. Beijos do seu Neco".



Estas e outras piadas podem ser encontradas dos livros
"Papo de Bode", e "Trabaios de Um Aprendiz Caipira"
do Ir.'. Ari Casarini de Carvalho

Escrito por Renivaldo Costa .. às 09h57
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PORQUE NÃO SOU MAÇOM

HÁ ALGUM TEMPO ATRÁS, UM AMIGO EMPRESTOU-ME UM PEQUENO LIVRETO INTITULADO “POR QUE NÃO SOU MAÇOM?”. APÓS TOMAR CONHECIMENTO DA MINHA CONDIÇÃO DE MAÇOM, ELE PREOCUPADO COM O MEU BEM ESTAR ESPIRITUAL, RESOLVEU REVELAR-ME OS PERIGOS QUE ESTARIA CORRENDO PELO FATO DE SER UM ASSOCIADO A “SEITA MAÇÔNICA”.
ATÉ ANTES MESMO DE SER INICIADO, JÁ PENSAVA EM QUAIS SERIAM OS MOTIVOS, PELOS QUAIS ALGUMAS RELIGIÕES, PRINCIPALMENTE A CATÓLICA, TERIAM CERTOS “PRECONCEITOS“ EM RELAÇÃO À MAÇONARIA. QUANDO TERIA INICIADO A QUESTÃO MAÇONARIA VERSUS RELIGIÃO? , PORQUE ALGUNS GRUPOS RELIGIOSOS TÊM TANTO RECEIO EM RELAÇÃO À MAÇONARIA.
O OBJETIVO DO LIVRETO “PORQUE NÃO SOU MAÇOM?”, SERIA ALERTAR OS FIÉIS CATÓLICOS, QUE SÃO INOCENTEMENTE ATRAÍDOS (O GRIFO É MEU) PELA MAÇONARIA E DO DRAMA DE CONSCIÊNCIA QUE TERIAM DE ENFRENTAR, UMA VEZ QUE NÃO TEM A MÍNIMA IDÉIA DO QUE IRÃO ENCONTRAR; MAS SABEM QUE A IGREJA CATÓLICA CONDENA A MAÇONARIA. SEGUNDO O AUTOR, OS MAÇONS NOS GRAUS SIMBÓLICOS DESCONHECERIAM ESTES “PERIGOS”, QUE SOMENTE SERIAM REVELADOS NOS GRAUS FILOSÓFICOS, E ENTÃO SERIA TARDE DEMAIS.
A FUNDAMENTAÇÃO UTILIZADA PARA CONVENCER O LEITOR, NÃO É DE ORIGEM RECENTE E O SEU CONTEÚDO É TÃO POBRE, ABSURDO E DESPROVIDO DE OBJETIVIDADE QUE UM OBSERVADOR, MESMO NÃO SENDO MAÇON, PODERIA REFUTAR, TRANQÜILAMENTE, TODOS OS ARGUMENTOS APRESENTADOS, QUE SERIAM OS SEGUINTES:
1-O CARÁTER SECRETO - SEGUNDO O AUTOR “TODO AGRUPAMENTO SECRETO É SUSPEITO DE ALGUMA TRAMA CONTRA AS INSTITUIÇÕES EXISTENTES”.ORA, CARÁTER SECRETO DE UM FATO NÃO É UM ATESTADO CULPABILIDADE E DE DESONESTIDADE, ALÉM DISSO, NÃO HÁ PROVAS QUE NA MAÇONARIA EXISTA ALGO DE VICIOSO OU DESONESTO. AS REUNIÕES SECRETAS DOS CRISTÃOS DOS PRIMEIROS SÉCULOS SÃO A PROVA DE QUE EM ALGUMAS SITUAÇÕES OS SEGREDOS SE FAZEM NECESSÁRIOS.
2- A ÍNDOLE ANTICRISTÃ - “AS INTENÇÕES E OS PLANOS DE AÇÃO DA MAÇONARIA TÊM SIDO SORRATEIRAMENTE HOSTIS AO CRISTIANISMO E À IGREJA.MUITAS DAS DIFICULDADES QUE SE OPÕEM À CRISTIANIZAÇÃO DA VIDA PÚBLICA (ESCOLAS CONFESSIONAIS, ENSINO RELIGIOSO NAS ESCOLAS PÚBLICAS, INDISSOLUBILIDADE DO MATRIMÔNIO, EXPANSÃO DAS INSTITUIÇÕES CATÓLICAS) TÊM SIDO DETIDAS PELAS TRAMAS SECRETAS DA MAÇONARIA”.BEM SABEMOS QUE ESTES ARGUMENTOS NÃO CORRESPONDEM À REALIDADE, POIS A MAÇONARIA NUNCA SE OPÔS AOS IDEAIS CRISTÃOS.
3- A MENTALIDADE RELATIVISTA - “AS CONCEPÇÕES RELATIVISTAS DA MAÇONARIA NÃO SE COADUNAM COM AS PROPOSIÇÕES CRISTÃS REFERENTES A DEUS, AO MUNDO E AO HOMEM”.
4- MAÇONARIA E RELIGIÃO - “A MAÇONARIA SE OPÕE À RELIGIÃO NA MEDIDA EM QUE ESTA É A ADESÃO FIRME E CONSTANTE ÀS VERDADES DA FÉ OU ÀS VERDADES POR DEUS REVELADAS. PARA A MAÇONARIA QUE TEM EXIGÊNCIAS DE TOLERÂNCIA, COM RELAÇÃO A TODAS RELIGIÕES, NÃO PODE HAVER ALGUMA RELIGIÃO QUE EXIJA ABSOLUTA VINCULAÇÃO À VERDADE”.(NÃO SE PODE ADMITIR, PORTANTO, A ATITUDE DA IGREJA QUE PRETENDE PROCLAMAR-SE UMA AUTÊNTICA REVELAÇÃO DIVINA).
A ANIMOSIDADE DA IGREJA CONTRA A MAÇONARIA, ESPECIALMENTE A LATINA, JÁ ERA EVIDENTE DESDE O SÉCULO XVIII, E INICIOU MOTIVADA MAIS POR INTERESSES POLÍTICOS E ECONÔMICOS, JÁ QUE PARA A IGREJA INTERESSAVA A MANUTENÇÃO DAS MONARQUIAS E AS AUTOCRACIAS, E VIA NOS SEGREDOS E JURAMENTOS MAÇÔNICOS, UMA GRANDE AMEAÇA A SUA ESTABILIDADE.
A PRIMEIRA CONDENAÇÃO OFICIAL À MAÇONARIA FOI REDIGIDA EM 04 DE MAIO DE 1738 - BULA DO PAPA CLEMENTE XII “IN EMINENTI” ONDE EXCOMUNGOU OS MAÇONS POR REPRESENTAREM “UMA AMEAÇA À TRANQÜILIDADE DOS ESTADOS TEMPORAIS (REPRESENTADO PELO VATICANO NA ÉPOCA), MAS AINDA PARA A SALVAÇÃO DAS ALMAS, UMA VEZ QUE NÃO SE HARMONIZAVAM COM AS LEIS CANÔNICAS.
TODAS AS CONDENAÇÕES POSTERIORES(INCLUSIVE AS DO LIVRETO EDITADO EM QUESTÃO) FORAM BASEADAS( COPIADAS) NESTA BULA PAPAL, ALGUMAS INCLUSIVE COM O AUXÍLIO DE EX-MAÇONS, COMO FOI O CASO DE LÉO TAXIL, - PSEUDÔNIMO DE GABRIEL JOGAND, UM DOS MAIORES MISTIFICADORES DE TODOS OS TEMPOS. FOI MAÇOM POR UM BREVE TEMPO, E AFASTOU-SE LOGO DA MAÇONARIA. ESCRITOR TALENTOSO E DOTADO DE UMA IMAGINAÇÃO PRODIGIOSA COMEÇOU A ESCREVER UMA SÉRIE DE LIVROS E ARTIGOS ANTIMAÇÔNICOS, ONDE RELATAVA COM TODA MINÚCIA O VERDADEIRO SEGREDO MAÇÔNICO; O “CULTO AO DEMÔNIO”, DENOMINADO POR ELE DE “PALLADISMO”, A GLORIFICAÇÃO A ”LÚCIFER” (REPRESENTADO NA FORMA DE BAPHOMET, UM ÍDOLO COM PATAS DE CABRA, PEITOS DE MULHER E ASAS DE MORCEGO), TUDO ISTO INTERCALADO COM TRECHOS RETIRADOS DOS RITUAIS MAÇÔNICOS. APÓS DOZE ANOS DE INCESSANTES ATAQUES À MAÇONARIA, TAXIL CONFESSOU TER INVENTADO TUDO O QUE HAVIA DITO, MAS A CONFISSÃO NUNCA FOI DIVULGADA E O MAL FEITO CONTRA A MAÇONARIA NUNCA MAIS CONSEGUIU SER SUPERADO.
OS ATUAIS ADMOESTADORES DA FILOSOFIA MAÇÔNICA CONTINUAM SE BASEANDO NESSES RELATOS HISTÓRICOS PARA PROSSEGUIR CONDENANDO A MAÇONARIA. O QUE FICA EVIDENTE, É QUE GRANDE PARTE DOS LÍDERES RELIGIOSOS CONFUNDE A MAÇONARIA COM RELIGIÃO, DESCONHECE QUE OS IDEAIS MAÇÔNICOS NÃO SÃO DESAGREGADORES, NEM SECTARISTAS E MUITO MENOS CONTRÁRIOS A QUAISQUER PRINCÍPIOS RELIGIOSOS. ELES IGNORAM OS MOTIVOS PELOS QUAIS A MAÇONARIA ACOLHE INDIVÍDUOS DAS MAIS DIVERSAS RELIGIÕES, SENTEM-SE AMEAÇADOS PELO RELATIVISMO E A TOLERÂNCIA MAÇÔNICOS, E NÃO CONSEGUEM CONCEBER E NEM ACEITAM AS RELIGIÕES COMO SISTEMAS PARALELOS ENTRE SI.
ALGUMAS RELIGIÕES ATRIBUEM EXCLUSIVAMENTE PARA SI, A “VERDADE” POR DEUS REVELADA, E QUEREM FAZEM ACREDITAR QUE TODAS AS OUTRAS ESTÃO EQUIVOCADAS.
FICA EVIDENTE ENTÃO, O FATO DE QUE ALGUNS LIDERES RELIGIOSOS ANTIMAÇÔNICOS, TEMEM MESMO, É QUE SEUS FIÉIS MAÇONS, PERCEBAM A CENTELHA DIVINA EXISTENTE EM CADA SER HUMANO, E QUE AO APRENDER A “CONTATAR” COM ESSE DEUS INTERIOR, NÃO SINTAM TANTA NECESSIDADE DE FICAR SEGUINDO DOGMAS, VERDADES, PRECONCEITOS E FANATISMOS INSTITUÍDOS PELO PRÓPRIO HOMEM, MAS ATRIBUÍDOS AO CRIADOR.

Escrito por Renivaldo Costa .. às 09h55
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SOIS MAÇOM ?

LEMBRAVA DAQUELA FORTE DOR NO PEITO. COMO VIERA EU PARAR AQUI? O AMBIENTE ME ERA FAMILIAR. JÁ ESTIVERA AQUI, MAS QUANDO?
CAMINHAVA SEM RUMO. PESSOAS DESCONHECIDAS PASSAVAM POR MIM, CONTUDO, NÃO TINHA CORAGEM DE ABORDÁ-LAS.
MAS, ESPERE, QUE GRUPO SERIA AQUELE REUNIDO E DE TERNO PRETO?
LÓGICO! NÃO ESTARIAM INDO OU VINDO DE UM ENTERRO; HOJE EM DIA NÃO É TÃO COMUM PESSOAS IREM A VELÓRIO COM ROUPA PRETA. É CLARO! SÃO IRMÃOS!
APROXIMEI-ME DO GRUPO. AO ME VEREM CHEGAR INTERROMPERAM A CONVERSA. DISCRETAMENTE EXECUTEI O SINAL DE APRENDIZ , OBTENDO RESPOSTA.
A ALEGRIA TOMOU CONTA DE MIM. ESTAVA ENTRE AMIGOS.
IDENTIFIQUEI-ME. PERGUNTEI ANSIOSO O QUE ESTAVA ACONTECENDO COMIGO. RESPONDERAM-ME COM MUITO CUIDADO E FRATERNALMENTE. HAVIA DESENCARNADO. NÃO TIVE MAIS DÚVIDAS ESTAVA NO ORIENTE ETERNO.
FIQUEI ASSUSTADO; E A MINHA FAMÍLIA, OS MEUS AMIGOS, COMO ESTAVAM?
- ESTÃO BEM, NÃO SE PREOCUPE; NO DEVIDO TEMPO VOCÊ OS VERÁ, RESPONDERAM.
AINDA ASSUSTADO, INDAGUEI DO MOTIVO DE SUAS VESTES.
- ESTAMOS NOS ENCAMINHANDO AO NOSSO TEMPLO MAÇÔNICO (FOI A RESPOSTA).
- TEMPLO MAÇÔNICO? VOCÊS TEM UM?
- SIM CLARO, POR QUE NÃO?
SENTI-ME MAIS À VONTADE, AFINAL, SOU UM GRANDE INSPETOR GERAL E COM CERTEZA RECEBEREI AS HONRAS DEVIDAS A MEU GRAU.
PEDI PARA ACOMPANHÁ-LOS, NO QUE FUI ATENDIDO.
AO FIM DE PEQUENA CAMINHADA DIVISEI O TEMPLO. CONFESSO QUE FIQUEI ABISMADO, SUA IMPONÊNCIA ERA ENORME. AS COLUNAS DO PÓRTICO ERAM MAJESTOSAS, NUNCA VIRA NADA IGUAL. IMAGINEI COMO DEVERIA SER SEU INTERIOR E COMO ME SENTIRIA TOMANDO PARTE NOS TRABALHOS.
CAMINHAMOS EM SILÊNCIO. AO CHEGAR AO SALÃO DE ENTRADA VERIFIQUEI GRUPOS DE IRMÃOS CONVERSANDO ANIMADAMENTE, PORÉM, EM TOM RESPEITOSO.
O QUE PARECIA O LÍDER DO GRUPO QUE ME ACOMPANHAVA CHAMOU UM IRMÃO QUE ESTAVA ADIANTE:
- IRMÃO EXPERTO! ACOMPANHAI O IRMÃO RECÉM CHEGADO E COM ELE AGUARDE.
NÃO ENTENDI BEM. AFINAL, TENDO MOSTRADO MEUS DOCUMENTOS, ESPERAVA, NO MÍNIMO, UMA RECEPÇÃO MAIS CALOROSA. TALVEZ ESTEJAM PREPARANDO UMA SURPRESA À MINHA ENTRADA; PARA UM 33 NÃO PODERIA SE ESPERAR NADA DIFERENTE.
VERIFIQUEI QUE OS IRMÃOS FORMAVAM O CORTEJO PARA ENTRADA NO TEMPLO. À DISTÂNCIA, NÃO PUDE OUVIR O QUE DIZIAM, CONTUDO, UMA LUMINOSIDADE ESPLENDOROSA CERCOU A TODOS. ADENTRARAM SILENCIOSAMENTE NO TEMPLO. COMIGO FICOU O IRMÃO EXPERTO.
DE TANTA EMOÇÃO NÃO CONSEGUIA DIZER NADA. O TEMPO PASSOU... NÃO PUDE MEDIR QUANTO.
A PORTA DO TEMPLO SE ENTREABRIU E O IRMÃO MESTRE DE CERIMÔNIAS ENCAMINHANDO-SE A MIM COMUNICOU QUE SERIA RECEBIDO. AJEITEI O PALETÓ, ESTUFEI O PEITO, VERIFIQUEI SE MINHAS COMENDAS NÃO ESTAVAM DESLEIXADAS E CAMINHEI COM ELE.
TREMIA UM POUCO, MAS QUEM NÃO O FARIA EM TAL CIRCUNSTÂNCIA? RESPIREI FUNDO E ADENTREI RITUALISTICAMENTE NO TEMPLO.
ESTRANHO... ESPERAVA ENCONTRAR LUXUOSIDADE ESPLENDOROSA, MUITO OURO E RIQUEZA. VERIFIQUEI, RAPIDAMENTE, NO ENTANTO, UMA SIMPLICIDADE MUITO GRANDE. UMA LUZ BRILHANTE, VINDO NÃO SEI DE ONDE ILUMINAVA O AMBIENTE.
CUMPRIMENTEI O VENERÁVEL MESTRE E OS VIGILANTES NA FORMA USUAL. NINGUÉM SE LEVANTOU À MINHA ENTRADA. MANTINHAM-SE CALADOS E RESPEITOSOS.
NÃO SABIA O QUE FAZER... AGUARDAVA ORDENS... E ELAS VIERAM NA VOZ FIRME DO VEN MESTRE:
- SOIS MAÇOM ?
RECONHECENDO A NECESSIDADE DO TROLHAMENTO EM TAIS CIRCUNSTÂNCIAS, ACEITEI RESPONDÊ-LO.
ESTUFEI O PEITO, ESTIQUEI O CORPO E RESPONDI:
-M.’.I.’.C.’.T.’.M.’.R.’.
AGUARDEI, SEGURO, A PERGUNTA SEGUINTE. EM SEU LUGAR O VEN MESTRE DIRIGINDO-SE AOS PRESENTES, PERGUNTOU:
- OS IRMÃOS AQUI PRESENTES O RECONHECEM COMO MAÇOM?
ASSUSTEI-ME. O QUE ERA ISSO? POR QUE TAL PERGUNTA? O SILÊNCIO FOI TOTAL.
DIRIGINDO-SE À MIM, O VENERÁVEL EMENDOU:
- MEU CARO IRMÃO VISITANTE, OS IRMÃOS AQUI PRESENTES NÃO O RECONHECEM COMO MAÇOM.
- COMO NÃO?! DISSE EU. NÃO VÊEM AS MINHAS INSÍGNIAS? NÃO VERIFICARAM OS MEUS DOCUMENTOS?
- SIM, CARO IRMÃO, RETRUCOU SOLENEMENTE O VENERÁVEL. CONTUDO NÃO BASTA TER INGRESSADO NA ORDEM, TER DIPLOMAS OU INSÍGNIAS, PARA SER UM MAÇOM É PRECISO, ANTES DE TUDO, TER CONSTRUÍDO O "SEU TEMPLO".
E VERIFICAMOS QUE TAL NÃO OCORREU COM O IRMÃO. OBSERVAMOS, AINDA, QUE APESAR DE TER TIDO TODAS AS OPORTUNIDADES DE ESTUDO E DE TER GALGADO AO MAIOR DOS GRAUS, NÃO ABSORVEU SEUS ENSINAMENTOS . SUA PASSAGEM PELA ARTE REAL FOI EFÊMERA.
NÃO PUDE AGÜENTAR MAIS. RETRUQUEI:
- COMO EFÊMERA? VOCÊS QUE TUDO SABEM NÃO OBSERVARAM MINHAS ATITUDES FRATERNAS?
FUI INTERROMPIDO.
- IRMÃO, VEJAMOS ENTÃO SUA DEFESA...
AUTOMATICAMENTE DESENHOU-SE NA PAREDE ALGO PARECIDO COM UMA TELA IMENSA DE TELEVISÃO E NA IMAGEM RECONHECI-ME JUNTO A UM GRUPO DE IRMÃOS TECENDO COMENTÁRIOS DESAIROSOS CONTRA A ADMINISTRAÇÃO DE MINHA LOJA. ERA VERDADE. ENVERGONHEI-ME. TENTEI JUSTIFICAR, MAS NÃO ENCONTRAVA ARGUMENTOS. LEMBREI-ME ENTÃO, DE MINHAS AÇÕES BENEFICENTES. INDAGUEI-OS SOBRE TAL.
E MUDANDO A IMAGEM COMO SE TROCASSEM DE CANAL, VI-ME COLOCANDO A MÃO VAZIA NO TRONCO DE BENEFICÊNCIA. ERA FATO E, COSTUMEIRAMENTE, O FAZIA POR ACHAR QUE O ÓBOLO NÃO SERIA BEM USADO.
POR NÃO TER O QUE ARGUMENTAR, CALEI-ME E LÁGRIMAS DE REMORSO BROTARAM-ME NOS OLHOS, INICIEI A RETIRAR-ME CABISBAIXO E ESTANQUEI AO OUVIR A VOZ AUTORITÁRIA E AO MESMO TEMPO FRATERNA DO VENERÁVEL:
-MEU IRMÃO, RECONHECEMOS SUAS FALHAS QUANDO NA ORBE TERRESTRE E NA MAÇONARIA, CONTUDO, RECONHECEMOS, TAMBÉM, QUE O IRMÃO FOI INICIADO EM NOSSOS AUGUSTOS MISTÉRIOS. PROMETEMOS EM SUAS INICIAÇÕES PROTEGÊ-LO E O FAREMOS. O IRMÃO TERÁ A OPORTUNIDADE DE CONSERTAR SEUS ERROS, AFINAL, TODOS NÓS AQUI PRESENTES JÁ OS COMETEMOS UM DIA. DESCANSE NESTE PLANO O TEMPO NECESSÁRIO E, AO VOLTAR À MATÉRIA PARA NOVAS EXPERIÊNCIAS, NÓS O ENCAMINHAREMOS NOVAMENTE PARA A ORDEM MAÇÔNICA. SUA NOVA CAMINHADA COM CERTEZA SERÁ MAIS PROMISSORA E ÚTIL.
SAÍ DECEPCIONADO MAS ESTRANHAMENTE ALIVIADO.
AQUELAS PALAVRAS PARECEM TER ME TIRADO UM GRANDE PESO. COM CERTEZA ALI EU DESBASTARA UM PEDAÇO DE MINHA PEDRA BRUTA.
ACORDEI, SOBRESSALTADO E SUANDO. MEU CORAÇÃO DISPARADO. LEVANTEI-ME ASSUSTADO COM CERTA ALEGRIA NO PEITO. HAVIA SONHADO!
DIRIGI-ME AO GUARDA-ROUPA. MEU TERNO ALI ESTAVA.
INSTINTIVAMENTE RETIREI DO PALETÓ AS MEDALHAS E INSÍGNIAS E AS GUARDEI EM UMA CAIXA, PARA NUNCA MAIS USAR.
AINDA EMOCIONADO E COM OS OLHOS MOLHADOS DE LÁGRIMAS DIRIGI-ME À MINHA MESA E COM AS MÃOS TRÊMULAS E CHEIO DE UMA ALEGRIA ENLEVANTE, INDESCRITÍVEL, RETIREI O RITUAL DE APRENDIZ MAÇOM E DECIDI COMEÇAR TUDO DE NOVO

Escrito por Renivaldo Costa .. às 09h53
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06/07/2010


R$ 25,00


Um homem chegou em casa tarde do trabalho, cansado e irritado encontrou o seu filho de 5 anos esperando por ele na porta.

Pai, posso fazer-lhe uma pergunta???

O que é? - respondeu o homem.

Pai, quanto você ganha em uma hora???

Isso não é da sua conta. Porque você esta perguntando uma coisa dessas? - o homem disse agressivo.

Eu só quero saber... Por favor me diga, quanto você ganha em uma hora???

Se você quer saber, eu ganho R$ 50,00 por hora.

Ah... - o menino respondeu, com sua cabeça baixa.

Pai, pode me emprestar R$ 25,00???

O pai estava furioso - "Essa é a única razão pela qual você me perguntou isso??? Pensa que é assim que você pode conseguir algum dinheiro para comprar um brinquedo ou algum outro disparate? Vá direto para o seu quarto e vá para a cama. Pense sobre o quanto você está sendo egoísta. Eu não trabalho duramente todos os dias para tais infantilidades???

O menino foi calado para o seu quarto e fechou a porta.

O homem sentou e começou a ficar ainda mais nervoso sobre as questões do menino. Como ele ousa fazer essas perguntas só para ganhar algum dinheiro?

Após cerca de uma hora, o homem tinha se acalmado e começou a pensar:

Talvez houvesse algo que ele realmente precisava comprar com esses R$ 25,00 e ele realmente não pedia dinheiro com muita freqüência. O homem foi para a porta do quarto do menino e abriu a porta.

Você está dormindo, meu filho??? - Ele perguntou.

Não pai, estou acordado??? - respondeu o garoto.

Eu estive pensando, talvez eu tenha sido muito duro com você à pouco??? - afirmou o homem. - Tive um longo dia e acabei descarregando em você. Aqui estão os R$ 25,00 que você me pediu.

O menino se levantou sorrindo. - Oh, obrigado pai! - gritou. Então, chegando em seu travesseiro ele puxou alguns trocados amassados.

O homem viu que o menino já tinha algum dinheiro, e começou a se enfurecer novamente.

O menino lentamente contou o seu dinheiro , em seguida olhou para seu pai.

Por que você quer mais dinheiro se você já tinha? - Gruniu o pai.

Porque eu não tinha o suficiente, mas agora eu tenho - respondeu o menino.

Papai, eu tenho R$ 50,00 agora. Posso comprar uma hora do seu tempo??? Por favor, chegue mais cedo amanhã em casa. Eu gostaria de jantar com você.

O pai foi destroçado. Ele colocou seus braços em torno de seu filho, e pediu o seu perdão.

É apenas uma pequena lembrança a todos vocês que trabalham arduamente na vida. Não devemos deixar escorregar através dos nossos dedos o tempo sem ter passado algum desse tempo com aqueles que realmente importam para nós, os que estão perto de nossos corações. Não se esqueça de compartilhar esses R$ 50,00 no valor do seu tempo com alguém que você ama.

Se morrermos amanhã, a empresa para a qual estamos trabalhando, poderá facilmente substituir-nos em uma questão de horas. Mas a família e amigos que deixamos para trás irão sentir essa perda para o resto de suas vidas.

Escrito por Renivaldo Costa .. às 16h55
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Enviado por: Suenilson Saulnier de Pierrelevée Sá*


Certa vez há muito tempo um nobre rico, orgulhoso e poderoso, contudo profundamente amargurado estava em seu leito de morte, e mandou que chamassem o seu único filho para junto de si, pois que este há muito tempo havia sido enviado por ele para que fosse educado na condição de leigo em uma respeitável ordem monástica e de armas.

Ao ver seu jovem e vigoroso herdeiro, disse-lhe usando as forças que ainda lhe restavam.

Minha hora está próxima filho meu. Vou-me embora breve, mas antes preciso lhe falar sobre o que jamais conversamos.
Pai não faças esforços! - respondeu o filho preocupado.


Não há descanso que me recupere e nem esforço que me faça piorar meu filho.


De tudo quanto irás herdar em riquezas e estas não são poucas, nada mais valioso terás do que as três recomendações que tenho para ti no dia de hoje, aonde chego ao limiar da minha existência.


Nunca erre meu filho, pois tantas forem às vezes que tiverem oportunidade os inimigos farão comentários maldosos a teu respeito, usarão vossos tropeços como faltas impagáveis, dirão a todos o quanto foste mal, quantificarão em proporções infinitas a menor das tuas falhas, de uma ruga diagnosticar-te-ão como se leproso fosses e da sua retratação para com aqueles a que venhas errar falarão ser dissimulação.


Jamais confie em alguém, pois é na confiança que tens em outros é que nasce a traição, são aqueles que se sentam a tua mesa para tomar de tua ceia que o apunhalam como salteadores, confiar significa soltar o cabo da espada e dá vosso pescoço de própria vontade ao carrasco, ou seja, ser credo para com os homens é desejar tua própria ruína.


E por último, vos ensino e suplico não perdoe em tempo algum a teus inimigos e até mesmo os teus amigos, se estes o decepcionarem em algo. Quem perdoa abre caminho para que o beneficiado o fira com mais força depois, quem perdoa se mostra fraco perante todos por não responder com a devida força as ofensas recebidas, e ao perdoar chancela com teu aceite à humilhação que sofrestes perante um algoz desonrado.


Depois que disse tudo isso o pai, fitou o rosto do seu filho esperando dele o agradecimento por aquela lição, que pensava ele seria a de maior relevância que poderia ter dado a ele.

O filho após alguns momentos de reflexão dirigiu-se ao pai dizendo:

Pai, lá no priorado, para onde me mandastes quando eu tinha apenas doze anos, todas as vezes que eu errava um exercício com a espada ou com o escudo, meu turcoplier me mandava continuar, todas às vezes em me atrapalhava com uma cerimônia um irmão mais velho prontificava-se a orientar-me e se não sabia como proceder em uma cerimônia havia alguém sempre disposto a ensinar.


Depois quando me tornei um escudeiro, fui ao campo de guerra sendo que o irmão cavaleiro confiava a mim sua própria vida, pois era eu que deveria passar-lhe as armas no tempo certo, alimentar e dá água ao seu cavalo para que não fraquejar-se na batalha e do arnês (arreios) do animal, para que o cavaleiro não caísse da montaria.


Não foram poucas às vezes os meus momentos de ira, devido às saudades que sentia daqui, o chefe da casa perdoava-me falando que eu aprenderia a controlar meu ímpeto enquanto todos incitavam para que eu fosse devolvido como infame a nossa casa.Mesmo quando, fatigado atrasei para atender o chamado a determinada contenda com uma patrulha sarracena, fui perdoado em reconhecimento ao meu esforço nos dias anteriores.


Prosseguindo em tom de lamento, o filho concluiu:
Pai hoje soube através de ti que: errar, confiar e perdoar nos mancham. Tenho muitas dúvidas confesso, mas hei de saber como praticar o que me passastes.
O pai que escutara com todo interesse as palavras de seu filho, transpirando muito e pedindo ao criador que não desencarnasse sem poder falar novamente ao filho. Tão logo se refez, depois de um longo suspiro, disse:
Quão tolo e soberbo eu sou filho meu! Mandei te chamar, para em meus últimos momentos dar-te um legado de sabedoria, e o que me acontece, ao invés de deixar levarei de parte do meu filho, um ensinamento que supunha nem existir, face o meu vasto conhecimento.


Digo a ti filho meu, agora eu é que soube que: o erro é comum ao homem, importando apenas se ele existe intencionalmente, por casualidade ou por ausência de orientação.


Que a confiança no próximo emana da própria honradez pessoal, pois quem não sabe confiar é porque jamais foi digno de sê-lo também.


Quem não dá o beneficio da dúvida, não exerce o perdão é um condenado antecipado ao martírio na aurora dos tempos. Porque entre a humanidade, não se materializou o que dele não fará uso ao menos uma vez em sua trajetória terrena.


Filho me encontrastes agonizante e caminhando nas trevas. E retirou a venda da minha ignorância com teu discernimento, estou enxergando filho, estou enxergando a luz, eu estou indo, estou pronto... Fiat Lux...

Escrito por Renivaldo Costa .. às 16h38
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